Esses dias me veio uma lembrança de minhas primeiras decepções amorosas.
Ainda lembro exatamente do que passou e de como eu me senti quando escutei da garota que eu achava mais incrível me disse numa voz de veludo um simples "eu gosto de você", eu fiquei sem reação, não consegui dizer uma palavra, dei um sorriso no canto da boca e fui pra casa.
Apesar de muita pouca idade e diante todas as formas do mundo para me declarar, decidi a
mais difícil tarefa que foi a de escrever em uma folha tudo o que eu sentia, passei horas olhando
para o papel e nada vinha à mente além da palavra “eu te amo”. A pressa pra
me declarar me consumia, mas o tempo se passava e nada, olhar para ela quase
todos os dias sem saber o que dizer, me corroia.
Depois de um tempo, tive
coragem de entregar, entreguei, ela me agradeceu friamente e eu fui
embora...esperava algo a mais. Mas nada aconteceu.
Um dia depois passando pela rua, encontrei umas folhas jogadas e
rasgadas no chão, reconheci de longe os meus rabiscos , meu coração travou...mesmo assim peguei
a folha, e eram os milhões de “EU TE AMO” que tinha escrito em uma folha frente e verso.
Apesar da tristeza que me consumiu, fui pra casa
conformado, talvez foi minha culpa de demorar tanto por uma coisa tão simples: dizer o que sente na hora certa, e hoje trago comigo a lição de que as vezes pode ser tarde demais.
Que bela história!
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